sábado, 30 de julho de 2011
Adeus a Ilha
Ela é tão linda e essa sobremesa me faz ver os seus cabelos balançarem de uma forma diferente, agora estão mais brilhantes e compridos do que nunca, seus cabelos chegam ao chão. Eu acho que não, mais ela diz que ele compreende. Os raios coloridos veem das estrelas e iluminam a nossa pista de dança. Eu ando vendo pessoas a minha frente que não podem estar aqui, que não estão aqui. Mas eles nos viram dividir uma bebida de fogo com olhos de ogro, e com tantos espelhos assim eu não sei de que lado estão me olhando. Me vem uma liberdade de repente me fazendo contar histórias e conversas mal entendidas com alguém que não consigo olhar o rosto. Tem um demônio atras de mim, essa Moreia gigante e verde tenta comer a minha cabeça toda de uma só vez. Estou vidrada neste infinito azul, os meus olhos doem e ardem e eu mal consigo piscar, ela me enfeitiçou. Essa cobra mortal aparenta estar parada mas ela se aproxima aos poucos, e eu não consigo me mover. Agora já em meu quarto ela come biscoitinhos com patê de peito de peru que não cheira nada bem. Enquanto eu disfarço as minhas viagens ela parece vó e manda tirar o sutiã do chão. Eu sei que elas precisam de espaço e de fato, eu não me comportei nada bem esta noite. Mas la fora ainda tem lua e a piscina me grita, é melhor eu me refrescar. Cheguei a lagoa e agora tenho até publico. Eles pensam que sou uma sereia. A minha cabeça pesa e preciso voltar ao meu quarto, antes que eu adormeça aqui mesmo. Diga adeus a Ilha. Não sei se vou conseguir, alguém me carrega.
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