segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coruja malandra

  Acordou cansada, na noite passada estivera cheia de grafites, pergaminhos, conversas com historiadores carecas e ligações não retornadas. Mas hoje é o grande dia e o cansaço não é motivo de maior preocupação. Levanta sem problemas, e foi tudo uma perca de tempo. Não resolvera nada de seu assunto principal. Por fim, uma viagem cansativa de meia hora faz parte de seus cabelos juntamente com seu chapéu se derreter aos poucos. Um almoço cansativo a três acompanhado de copos nada bonitos. Deveria ter descansado, mas não pode ser comparada a Chita. Mais perca de tempo, e a moça das unhas coloridas se antecipa. Água fria de seu banho muito rápido deve melhorar esta cabeleira. Vermelho, pra não perder o costume. É, dormiu desconfortável com as mãos amarradas pra cima, tantos sonhos em tão pouco tempo. Coelhos de laboratório por toda parte. Por fim, o toque de uma ligação nada importante a acorda e ela vai se preparar. Olhos de rock, de águia, de Cleópatra, olhos de seja la o que for. Seu vestido, rasgaram-no de mais, gosto assim mesmo. Cores coloridas. Bebidas azuis podem ser um ótimo fortificante para a noite de hoje. E chegou o seu carro favorito, o carro dela! Ótimas companhias, ótimas musicas! Saiu tarde, chegou cedo, levou a cria dela. Está tudo tão agradável e todo mundo tão bonito. E não é que a criaturinha sabe até se comportar, parece gente! Fotos ridículas e maneiras passam por lá o tempo todo e por instantes sentiu saudades de seus cabelos. Por fim, já não sei mais o que andou fazendo. Na área descoberta acaba conversando com uma coruja malandra, mas a me viu! Criaturinha a viu fumando um cigarro com a coruja malandra! Escândalos, o jovenzinho resolveu dar um show, ameaçou de ligar aos velhos. O que é que posso fazer, hoje é o grande dia! Ele não liga, acha-a ridícula. Roubaram sua caneca personalizada. Desesperada ainda comeu dinheiro. Um pavão e grandes bochechas conseguiram acalma-la. Como é que pode uma coisa dessas? Ele que vá embora se quiser. Mas não foi bem assim, entrou no carro do senhor mãos calejadas e não disse uma palavra até a chegada. Não conseguiu se controlar, pensou que já morasse sozinha, saiu de casa novamente. O sol já esta para nascer. Ligou para tanta gente. Ligou certo, ligou errado, nem ligava. Novamente um carro louco e desgovernado pilotado por crianças a leva de pijama até a loja de sanduíches, e não se preocupa em quantas vezes bate sua cabeça no vidro, ela nem sabe seus nomes. Por fim, ainda encontrou sua câmera...na loja de sanduíches? O que fazia por lá? Poxa, pensou que não houvesse ninguém, mas até os heróis passaram por ali. A loja está cheia, parece que não gostam de moças de pijamas. Que é que se podia fazer? O rapaz do bairro que não tinha televisão e nem rádio fala tantas coisas, mas não consegue lembrar de nada. Andou, andou: Oriental! Encontrei vocês! E na escada prateada pode ver o sol nascer em paz. Cantei para ele, para o sol. Cantei e dancei como uma louca na praça. Mulheres e seus maridos aparecem na janela para observar. Não o mais incomodará, e partiu. O velho a esperava na sala, mas ela não quis conversar. Ainda achava que morava sozinha, deve ser uma miragem. Ela ainda nem sabe, mas sentirá tanta saudades!

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