sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Azul

E eu estava ali. Parada, sentada. Aquela cadeira velha e bamba rodopio como quem não pensa em nada, e não penso mesmo. Minhas pernas rodam pra lá. Minhas pernas rodam pra cá. Eu não dançava a música que eles ouvem, lixo. Tenho os meus fones. E na verdade os nossos olhares já se cruzaram uma vez, se cruzam cinco vezes por semana. Agora é tudo azul, completamente azul. Mas, tudo faz parte do meu plano: cotidiano. Eu não gosto dele, mas, alguém me obriga a viver a seu lado. Enfim, eu estou aqui e agora. Eu bebo o meu vinho e sinto dificuldades pra escrever e pensar em um só assunto. Só que voltando ao que falava antes, eu não tenho senso de humor, não sou simpática e, o mais cruel, eu não sei mentir. É, quando acontecer com vocês, vocês vão ver, podem rir agora, só que mais tarde eu sumirei, não vão me ver nos finais de semana. Hahaha. Muito cruel pra vocês? Fracos, farei pior. E quanto á você, esqueça. Eu mal sei pronunciar o seu nome. Curta e grossa, desculpe. Não faz o meu gênero, infelizmente, ou felizmente não sei. Algumas já fizeram, é claro. E uns outros fingem não saber. Mas prefiro assim, não gosto deste assunto. Já não mais sobre o que é que estou falando.Tudo azul.

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