quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Não confie em duendes.
Esse negócio de não beber e não fumar está me deixando louca! Essa história de gastar horas estudando e nada de músicas, filmes ou vídeo-game durante a semana. Eu não estou mais aguentando. Esse negócio de uma boa alimentação, frutas, saladas e menos cafeína não da mais para aguentar. Oscilação de humor constantemente, e eu mal posso decidir entre coisas bobas em simples situações. Jack, duende maldito me abandonou e quando mais preciso, não quer mais me ver. Este silêncio me faz escutar batidas consecutivas de uma música infernal que nem existe, ela toca o tempo todo em todos os lugares. A mesma musica, eu não quero mais te ouvir! Essa luz branca obriga meus olhos estarem cerrados a todo momento para ler histórias mentirosas. Jack seu infeliz, cade você diabos? Maldito! MALDITO! Eu não mais consigo dormir em paz, letras, números e cadeiras verdes invadem os meus sonhos, me assombrando com seus riscos vermelhos e risadas maléficas. Mas estou tão cansada, eu quero paz. Tubarões e peixes cartilaginosos são marinhos e se comportam como dulcícola! Porque não como marinhos mesmo, já que os mesmo são? Entra e sai de sais pelo seu corpo , desidrata porque é burro e porque quis. Se bebo água do mar não foi porque me obrigaram certo? É, devo confessar que ha tempos não nadava com um deles. Mesmo assim, ainda não estava com saudades. É melhor ir, seu assovio me deixa tonta. O que me resta é deixar-lhes um conselho antes de embarcar no meu tapete mágico: nunca confie em duendes, Jack me abandonou!
domingo, 18 de setembro de 2011
A Flor
-Você ia dizer algo?
-Preciso ir.
-Ah! Era mesmo o que queria ouvir.
Arrancou sua máscara, que ousadia! Isso jamais poderia ter acontecido. Seus 'Olhos de limão' a vira sem máscara, nua e crua -a verdade redonda. Sem dó nem piedade, a viu estampada em sua cara. A flor. Ele ofereceu sua flor a alguém, mas não se sabe a quem. Sua flor, isto, ofereceu a alguém que a aceitou, e depois a trocou. Está com ela. Não, eu já disse que não sei quem é. Depois da máscara despida, facilmente ela notou, percebeu que a flor dele se fora mesmo com alguém. Mas seus 'Olhos de limão' não entendem, é tudo tão complexo, não é mesmo? Alguém.Melhor? Bem pior, muito pior. Ele não entende nada, ela não sabe explicar. Ela jamais passara sua flor a alguém, pensara em passar. Mas foi roubada! Um feitiço! E depois de enganada nunca mais fora a mesma. Raptaram sua flor. E lançou-se a maldição. Mas ela aprendeu a lidar com tal, é tão fácil depois que se aprende. Basta neutralizar, como num balanceamento de equações químicas do cabeludo, ou no equilíbrio químico do pagodeiro: todos buscam o equilíbrio desde o 2°. É só cortar os cabelos e ninguém vai lembrar de nada, um disfarce perfeito! Uma outra pessoa! Jamais a reconhecerão. E deu certo, agora aparenta alguém de verdade. Já tem tudo planejado, pesquisou durante milênios nos livros proibidos de emprestar, e no "google" também. Ela estuda e usa vestidos, não mais sai descabelada e bêbada pelas ruas durante as madrugadas.
-O que foi que aconteceu?
-Você não vai querer saber, e eu não quero falar.
-Você lembrou de alguém?
-Não.
-Sim!
-Sim.
Agora ela pode ir com suas companhias pensar em outro alguém. Está tudo bem, não quer mais os seus brincos. Se os achasse talvez ele a teria acompanhado, ela queria dizer mais. Não é questão de explicação, não o deve satisfação oras bolas. Vendo a situação pelo lado de fora, foi melhor assim. Ele deixou uma pista, uma dica, um conselho:
-Pense em coisas boas.
Como se atreve? Mal sabe os seus 'Olhos de limão' o que é que se passava na cabeça dela. E lhe confesso que não é nada agradável, prefere agora não o ver mais. Não hoje.
No dia seguinte, ela acordou sozinha em sua cama, e ficou ali, parada e imóvel durante muito tempo, escutou o seu disco todo. Depois de tanto não pensar em nada: "O rótulo ficou mal feito". Ela pensa. Mas é claro! Aquilo não foi um rótulo, não foi nada, ou foi demais. Foi ela! Penso que somente foi, sempre é alguma coisa. Se eu pudesse ajuda-la, mas é que, não se deve interferir nestas questões. Além de que, a xerife está a caminho. Um almoço diferente. Tudo bem, ela já se recompôs, e usa sua máscara novamente. Nem parece que aconteceu algo tão estranho ontem. Jamais pensou que pudesse relembrar momentos tão cruéis. Estranho para ela, na cabeça dela. Acho que anda bebendo de mais, ou melhor, acho que anda estudando de mais.
Sabe que, eu não concordo em uma coisa: o ódio e o amor não são coisas muito próximas, digo que são dois nomes diferentes para a mesma "coisa". O ódio nada mais é que o amor, ao nível 0 ou 1 talvez. E o amor é o amor mesmo, ao nível 10. Já a pena, é verdade, esta é a pior. Está nos negativos, mas isto não vem ao caso. Não se passou pela cabeça de ninguém. É que na verdade, ela não sente ódio pelo outro, ela nem sente. Não sei o que foi que aconteceu. É, eu disse desde o princípio: complexo. Agora, venhamos e convenhamos: não estou a reconhecendo. Alguém sabe o que é que aconteceu? Ah, me lembrei: o feitiço, 'olhos de limão', sem máscaras.
Descongelou-se. Seu diamante, ela o viu brilhar. No espelho de seu quarto, um novo elefante: prosperidade. Elefante que sai fumaças. Letras coloridas. Desmaiou. Só acorda, só atende, só responde amanhã. Não mais quer saber de flores e suas histórias por hoje. É melhor escrever do que falar, ela não sabe conversar.Espero que ela durma bem.
-Você ia dizer algo?
-Preciso ir.
-Ah! Era mesmo o que eu queria ouvir.
-Preciso ir.
-Ah! Era mesmo o que queria ouvir.
Arrancou sua máscara, que ousadia! Isso jamais poderia ter acontecido. Seus 'Olhos de limão' a vira sem máscara, nua e crua -a verdade redonda. Sem dó nem piedade, a viu estampada em sua cara. A flor. Ele ofereceu sua flor a alguém, mas não se sabe a quem. Sua flor, isto, ofereceu a alguém que a aceitou, e depois a trocou. Está com ela. Não, eu já disse que não sei quem é. Depois da máscara despida, facilmente ela notou, percebeu que a flor dele se fora mesmo com alguém. Mas seus 'Olhos de limão' não entendem, é tudo tão complexo, não é mesmo? Alguém.Melhor? Bem pior, muito pior. Ele não entende nada, ela não sabe explicar. Ela jamais passara sua flor a alguém, pensara em passar. Mas foi roubada! Um feitiço! E depois de enganada nunca mais fora a mesma. Raptaram sua flor. E lançou-se a maldição. Mas ela aprendeu a lidar com tal, é tão fácil depois que se aprende. Basta neutralizar, como num balanceamento de equações químicas do cabeludo, ou no equilíbrio químico do pagodeiro: todos buscam o equilíbrio desde o 2°. É só cortar os cabelos e ninguém vai lembrar de nada, um disfarce perfeito! Uma outra pessoa! Jamais a reconhecerão. E deu certo, agora aparenta alguém de verdade. Já tem tudo planejado, pesquisou durante milênios nos livros proibidos de emprestar, e no "google" também. Ela estuda e usa vestidos, não mais sai descabelada e bêbada pelas ruas durante as madrugadas.
-O que foi que aconteceu?
-Você não vai querer saber, e eu não quero falar.
-Você lembrou de alguém?
-Não.
-Sim!
-Sim.
Agora ela pode ir com suas companhias pensar em outro alguém. Está tudo bem, não quer mais os seus brincos. Se os achasse talvez ele a teria acompanhado, ela queria dizer mais. Não é questão de explicação, não o deve satisfação oras bolas. Vendo a situação pelo lado de fora, foi melhor assim. Ele deixou uma pista, uma dica, um conselho:
-Pense em coisas boas.
Como se atreve? Mal sabe os seus 'Olhos de limão' o que é que se passava na cabeça dela. E lhe confesso que não é nada agradável, prefere agora não o ver mais. Não hoje.
No dia seguinte, ela acordou sozinha em sua cama, e ficou ali, parada e imóvel durante muito tempo, escutou o seu disco todo. Depois de tanto não pensar em nada: "O rótulo ficou mal feito". Ela pensa. Mas é claro! Aquilo não foi um rótulo, não foi nada, ou foi demais. Foi ela! Penso que somente foi, sempre é alguma coisa. Se eu pudesse ajuda-la, mas é que, não se deve interferir nestas questões. Além de que, a xerife está a caminho. Um almoço diferente. Tudo bem, ela já se recompôs, e usa sua máscara novamente. Nem parece que aconteceu algo tão estranho ontem. Jamais pensou que pudesse relembrar momentos tão cruéis. Estranho para ela, na cabeça dela. Acho que anda bebendo de mais, ou melhor, acho que anda estudando de mais.
Sabe que, eu não concordo em uma coisa: o ódio e o amor não são coisas muito próximas, digo que são dois nomes diferentes para a mesma "coisa". O ódio nada mais é que o amor, ao nível 0 ou 1 talvez. E o amor é o amor mesmo, ao nível 10. Já a pena, é verdade, esta é a pior. Está nos negativos, mas isto não vem ao caso. Não se passou pela cabeça de ninguém. É que na verdade, ela não sente ódio pelo outro, ela nem sente. Não sei o que foi que aconteceu. É, eu disse desde o princípio: complexo. Agora, venhamos e convenhamos: não estou a reconhecendo. Alguém sabe o que é que aconteceu? Ah, me lembrei: o feitiço, 'olhos de limão', sem máscaras.
Descongelou-se. Seu diamante, ela o viu brilhar. No espelho de seu quarto, um novo elefante: prosperidade. Elefante que sai fumaças. Letras coloridas. Desmaiou. Só acorda, só atende, só responde amanhã. Não mais quer saber de flores e suas histórias por hoje. É melhor escrever do que falar, ela não sabe conversar.Espero que ela durma bem.
-Você ia dizer algo?
-Preciso ir.
-Ah! Era mesmo o que eu queria ouvir.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Olhos de Limão
E já fazia um bom tempo que continuava assim, sempre do mesmo jeito. Intacta, imóvel, como de costume. Não pensando nos outros, que estão olhando, comentando e achando tudo um absurdo. A não ser pra quem sabe ler olhares, e a minha volta parece que ninguém sabia. Eles são diferentes e todos iguais. Os rostos, as gírias, as roupas, e as idéias mudam. Mais não deixam de ser todos iguais, golpistas. E eu com o mesmo "não" rotineiro de sempre. As mesmas desculpas, as mesmas roupas, as mesmas idéias, os mesmo livros, as mesmas músicas, e a mesma despreocupação. A mesma cerveja, o mesmo vinho. A mesma marca de cigarros, a mesma corda de violão que sempre arrebenta, a mesma nota que desafina, a mesma dança. Os mesmo amigos, os mesmos lugares, as mesmas pessoas, as mesmas comidas, os mesmos horários. A mesma obsessão pelo café forte e as mesmas revistas em quadrinhos. Os mesmo sonhos, os mesmos planos. Sempre a mesma, sempre. Até cruzar meus olhos com os seus olhos, seus olhos de limão. Mas, pensa que nunca havia visto olhos de limão? Já sim, porém não tão de perto. Mesmo assim, você não se torna diferente. Seus olhos de limão também mentem, e mentem bonito demais! É, devo confessar que você é um golpista tentador.
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